Justiça afasta diretores, conselheiros, supervisora e nomeia gestor provisório na Santa Casa de Campo Grande
24/09/2026
(Foto: Reprodução) Santa Casa de Campo Grande é alvo de operação que apura desvios milionários no hospital
A Justiça determinou nesta quinta-feira (24), o afastamento integral da diretoria corporativa, do conselho de administração da Santa Casa e de uma supervisora, após investigação que apura desvio milionário de recursos do hospital.
A decisão é da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos e nomeia como gestor provisório Luiz Alberto Hiroki Kanamura, que ficará no comando do hospital, inicialmente, por 180 dias. O hospital disse que não vai se manifestar sobre o caso.
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O g1 teve acesso à decisão que afastou cerca 20 diretores e conselheiros. Além do afastamento, a justiça proibiu os integrantes da diretoria corporativa de recondução aos cargos em novas eleições.
Foram afastados:
Alir Terra Lima, diretora-presidente da Santa Casa (já afastada cautelarmente em razão da prisão preventiva);
Heitor Miguel Scheibeler, presidente em exercício e conselheiro;
Ivan Araújo Brandão, vice-presidente e conselheiro;
Valdir Osvaldo Junior, diretor-secretário e conselheiro;
Marcos Alceu da Silva Villalba, diretor de finanças;
Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, diretor de finanças adjunto e conselheiro (já afastado cautelarmente em razão da prisão preventiva);
Rinaldo Hakme Romano, diretor adminstrativo financeiro (já afastado cautelarmente em razão da prisão preventiva);
Alessandro Dias Junqueira, diretor administrativo (já afastado cautelarmente em razão da prisão preventiva);
João Nelson Lyrio, diretor financeiro adjunto e conselheiro;
Luiz Borges Bossay, secretário adjunto e conselheiro;
Arly Rosa Serra, conselheiro;
Helio Gustavo Bautz Dallacqua, conselheiro;
Heitor Rodrigues Freire, conselheiro;
Levi Marcos Gomes da Cruz, conselheiro;
Sidney Roberto Rivas, conselheiro;
Carlos Ricartes de Oliveira, conselheiro;
Mario Antonio Cavinatto de Mello, conselheiro;
Sandra Regina Ferreira Gonçalves, conselheira;
Onésio Bueno de Freitas, conselheiro;
Monique Gregório de Oliveira, supervisora do serviço de arquivo médico e estatística (já afastada cautelarmente em razão da prisão preventiva).
O g1 não localizou o contato dos diretores e conselheiros afastados pela justiça até a mais recente atualização desta reportagem.
O que a operação investiga
A Operação Antidotum foi deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande e Dourados (MS) e Goiânia (GO).
A investigação começou a partir de suspeitas em um contrato da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a digitalização de prontuários médicos. O acordo previa pagamento de R$ 1,8 milhão por ano durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões.
Segundo o MPMS, cerca de R$ 1,4 milhão teriam sido desviados somente no primeiro ano do contrato.
A investigação também identificou suspeitas em contratos da Operadora Santa Casa Saúde, controlada pela associação. Segundo o Ministério Público, os contratos foram firmados com empresas do mesmo grupo econômico, cujo proprietário teria ligação com integrantes da diretoria do hospital.
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Diogo Nolasco/ TV Morena
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