Ex-deputado Neno Razuk é preso na Bolívia após ficar um mês foragido de MS; veja VÍDEO

  • 03/08/2026
(Foto: Reprodução)
Neno Razuk é preso na Bolívia O ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi preso na Bolívia nesse domingo (2). Conforme apurado pelo g1, Razuk já foi transferido para Corumbá e deverá ser encaminhado para Campo Grande. O político foi sentenciado a cumprir pena de 15 anos por organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, mas estava foragido desde 8 de julho e constava na lista vermelha da Interpol. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com a apuração, Neno Razuk foi preso na estrada, quando seguia em direção a Santa Cruz de La Sierra, no país vizinho e transferido para Corumbá na madrugada desta segunda-feira (3). Imagens registradas pela reportagem da TV Morena, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso do Sul, mostram o momento em que o ex-deputado entra em uma viatura da Polícia Federal para ser levado ao Instituto Médico Legal (IML). Prisão do ex-deputado A pena de prisão contra Neno Razuk foi expedida pela 4ª Vara Criminal em 15 de dezembro de 2025. Contudo, ele não chegou a ser preso porque tinha munidade parlamentar, já era deputado estadual à época. A proteção terminou em 21 de maio deste ano, após a recontagem dos votos das eleições de 2022 alterar a composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Com a mudança, o ex-deputado perdeu o mandato para João César Mattogrosso e passou a responder ao processo sem a imunidade parlamentar. Além da pena de prisão, a sentença determinou a perda do mandato e proibiu o ex-deputado de exercer cargo público por oito anos. Em nota ao g1 as defesas de Neno Razuk, Ricardo Souza Pereira e Roberto Razuk Neto, informaram que informaram o ex-deputado ingressou na Bolívia antes da expedição do mandado de prisão e só tomou conhecimento da decisão por meio da imprensa. Segundo a nota, sua apresentação às autoridades não ocorreu de imediato porque ainda havia recursos pendentes na Justiça Eleitoral e um habeas corpus em tramitação. Após o esgotamento dessas medidas, Razuk comunicou formalmente à Justiça sua intenção de se apresentar voluntariamente. No entanto, antes de retornar ao Brasil, foi abordado por autoridades estrangeiras e entregue à Polícia Federal. Veja ao fim da reportagem a nota na íntegra. Neno Razuk foi preso na estrada, quando seguia em direção a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Reprodução Envolvimento no jogo do bicho Além de Neno Razuk, o pai dele, Roberto Razuk, os irmãos Jorge e Rafael Razuk e outras 16 pessoas respondem à ação penal da quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o grupo teria articulado um esquema para assumir o controle da exploração do jogo do bicho no estado. As investigações apontam que integrantes da organização participaram de três roubos em Campo Grande, em outubro de 2023. As vítimas eram funcionários de um grupo rival que também explorava o jogo do bicho. Na sentença, o juiz afirmou que a organização tentava ocupar o espaço deixado após a Operação Omertà, que desarticulou outro grupo investigado por explorar jogos ilegais em Mato Grosso do Sul. Durante as investigações, uma casa no Jardim Monte Castelo foi apontada como base da organização. No imóvel, os investigadores apreenderam mais de 700 máquinas usadas no jogo do bicho. Também foram apreendidos documentos, celulares, computadores e planilhas. Segundo o Ministério Público, o material indica que a organização movimentava pelo menos R$ 600 mil por mês com a exploração do jogo do bicho em cidades de Mato Grosso do Sul. Nas buscas, também foram apreendidos R$ 274 mil em dinheiro, mais de mil euros em espécie e documentos. Com base nas investigações, o Ministério Público pediu o bloqueio de R$ 36 milhões em bens da família Razuk. Veja a nota da defesa na íntegra: "NOTA À IMPRENSA Diante das informações publicadas, algumas de maneira equivocada, a defesa de Roberto Razuk Filho (Neno Razuk) vem a público prestar os seguintes esclarecimentos acerca das informações recentemente divulgadas sobre o cumprimento do mandado de prisão expedido em seu desfavor: 1. Roberto Razuk Filho ingressou na Bolívia em 1º de julho de 2026, em momento anterior à expedição do mandado de prisão, e somente tomou conhecimento da decretação de sua prisão por meio das notícias veiculadas pela imprensa. 2. A ausência de apresentação imediata decorreu da existência de recursos ainda pendentes de julgamento perante a Justiça Eleitoral, cujo eventual acolhimento poderia reverter a decisão que culminou na perda de seu mandato parlamentar, circunstância diretamente relacionada aos fundamentos da decretação da prisão. 3. Após o julgamento desfavorável dos recursos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, bem como o indeferimento da medida liminar no habeas corpus impetrado por sua defesa, Roberto Razuk Filho decidiu cumprir espontaneamente a ordem judicial, manifestando formalmente, nos autos, sua intenção de se apresentar às autoridades competentes. 4. A defesa requereu ao Juízo competente a definição das condições para a apresentação voluntária, pedido que foi devidamente deferido. Entretanto, antes mesmo de seu retorno ao Brasil, diversos veículos de comunicação passaram a noticiar sua iminente entrega às autoridades. Antes de reingressar em território nacional, contudo, Roberto Razuk Filho foi abordado por autoridades estrangeiras, que procederam à sua entrega à Polícia Federal, impossibilitando que a apresentação voluntária ocorresse nos moldes previamente requeridos e autorizados pelo Poder Judiciário. 1. Com seu retorno ao Brasil, a defesa adotará todas as medidas judiciais cabíveis para demonstrar a inexistência dos requisitos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva, especialmente diante da ausência de contemporaneidade dos fundamentos utilizados para sua decretação, buscando o restabelecimento de sua liberdade, sem prejuízo da demonstração de sua inocência no curso do devido processo legal. A defesa ressalta, por fim, que a intenção de apresentação voluntária foi previamente comunicada ao Poder Judiciário, formalizada nos autos e devidamente documentada, evidenciando a disposição do acusado em se submeter às determinações judiciais." Neno Razuk saindo da Polícia Federal, em Corumbá (MS). Rauã Araújo/TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/03/ex-deputado-neno-razuk-e-preso-na-bolivia-apos-ficar-um-mes-foragido.ghtml


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