Apagões deixam moradores no escuro por até 16 horas e afetam posto de saúde e escolas em distrito de MS

  • 06/10/2026
(Foto: Reprodução)
Falta de energia frequente em distrito de Camapuã causa prejuízos aos moradores Moradores de Pontinha do Cocho, distrito de Camapuã, a 140 km de Campo Grande, relatam problemas recorrentes no fornecimento de energia elétrica, principalmente durante períodos de chuva. Segundo eles, as interrupções, que antes duravam cerca de uma hora, passaram a se estender por várias horas. Em algumas comunidades da região, há locais sem energia desde domingo. Uma moradora contou que o distrito estava com o fornecimento normal no momento do relato, mas comunidades próximas continuavam sem energia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo ela, a situação se repete há mais de 20 dias e, em alguns momentos, os moradores chegaram a ficar mais de 16 horas sem eletricidade. “Funciona um período do dia e acaba em outro. Chegamos a ficar mais de 12 horas dentro do distrito sem energia”, relatou. De acordo com a moradora, o problema também afeta o posto de saúde local, que mantém vacinas, insulinas e outros medicamentos que precisam de condições adequadas de armazenamento. Ela afirma que, em algumas situações, os medicamentos são enviados de volta para Camapuã, que fica a cerca de 67 km do distrito. A preocupação, segundo ela, é maior por causa da presença de idosos e pessoas com diabetes que dependem de insulina. “Temos uma porcentagem grande de idosos e diabéticos que não podem ficar sem a insulina. Essa é uma das nossas preocupações”, disse. Prejuízos para moradores e comércio As quedas de energia também dificultam o funcionamento de estabelecimentos comerciais que dependem de refrigeração. A primeira moradora contou que Pontinha do Cocho chegou a ter um laticínio, mas o estabelecimento encerrou as atividades em 2024. Segundo ela, a dificuldade de manter o fornecimento de energia teria sido um dos fatores que contribuíram para o fechamento. “Tínhamos um laticínio aqui até 2024. Foi fechado e um dos fatores foi a falta de sustentação da energia. Nem com motor estacionário o proprietário conseguiu manter”, afirmou. A moradora também relata dificuldades para a abertura e a manutenção de outros pequenos negócios no distrito. Segundo ela, estabelecimentos como lanchonetes e sorveterias enfrentam dificuldades por dependerem do fornecimento contínuo de eletricidade. “Sem energia não temos nem água”, afirmou. Escuridão em distrito de Camapuã. Reprodução. Escolas também são afetadas As interrupções também prejudicam o funcionamento das escolas da região. A moradora relata que os estudantes são liberados mais cedo nos dias em que há falta de energia, inclusive em uma escola de período integral. Ela também chamou a atenção para estudantes que precisam de uma rotina adaptada. Segundo a moradora, há cinco crianças autistas na região, entre elas uma de seus familiares. “E temos uma escola integral. E uma coisa muito importante: temos cinco crianças autistas. Eu mesma sou avó de uma delas”, relatou. Outro problema citado é o atendimento de pessoas que dependem de equipamentos elétricos. Segundo a moradora, há idosos acamados na região que utilizam aparelhos e ficam mais vulneráveis durante os períodos sem energia. Moradora relata uma semana de interrupções Uma segunda moradora, que vive em uma propriedade a cerca de 17 km de Pontinha do Cocho, afirma que a falta de energia também tem sido frequente na área rural. Segundo ela, o problema ocorreu durante toda a semana passada e continua desde domingo. “Acabou todos os dias dessa semana que passou e, desde domingo, ainda estamos sem energia”, relatou. A moradora afirma que as interrupções ocorreram mesmo quando não estava chovendo. Ela conta que, na semana passada, chegou a ficar dois dias sem energia. Depois que o fornecimento foi restabelecido, novas interrupções ocorreram ao longo do dia. “Voltou pela manhã e ficou todo dia acabando, voltava à tarde e acabava à noite”, contou. A moradora afirma que entrou em contato diversas vezes com a empresa responsável pelo fornecimento. Segundo ela, recebeu como resposta que o caso estava classificado como “desligamento emergencial” e que não havia previsão para o retorno da energia. Além dos transtornos, ela relata prejuízos com alimentos armazenados em casa. “As coisas da geladeira já estragaram tudo”, afirmou. Os relatos apontam que o problema não se restringe às interrupções momentâneas durante as chuvas e também atinge moradores de áreas próximas ao distrito. Segundo os moradores, a falta de energia afeta atividades comerciais, escolas, serviços de saúde e famílias que dependem de equipamentos ou medicamentos que precisam de refrigeração. O que diz a Energisa A Energisa informou que as condições climáticas adversas que atingiram a região do distrito de Pontinha do Cocho no último fim de semana lançaram objetos e árvores contra a rede elétrica, causando interrupções no fornecimento de energia em alguns pontos. Segundo a distribuidora, em determinados trechos será necessário reconstruir a rede. As condições climáticas e o terreno de difícil acesso tornam o serviço mais complexo e dificultam a execução dos trabalhos. A Energisa reforçou que já atua na região de Pontinha do Cocho, com equipes reforçadas, e que os trabalhos seguem para normalizar o fornecimento aos demais clientes. A distribuidora orienta que, caso o cliente encontre fios caídos, não se aproxime nem toque neles. A recomendação é acionar imediatamente a Energisa por meio dos canais digitais. Estagiária sob supervisão de Adriano Fernandes* Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/10/06/apagoes-deixam-moradores-no-escuro-por-ate-16-horas-e-afetam-posto-de-saude-e-escolas-em-distrito-de-ms.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. saudade da minha vida

gustavo lima

top2
2. uai

zé neto e cristiano

top3
3. rancorosa

henrique e juliano

top4
4. eu e voce

jorge e matheus

top5
5. solteirou

luan santana

Anunciantes